Carlos Cruz Oliveira - Falecimento (30-12-2016)
Faleceu hoje de manhã o nosso estimado e querido Presidente da Assembleia Geral da SOPEAM. Foi uma figura destacada do MFA do 25 Abril, tendo sido o 1º Secretário de Estado da Saúde, em democracia. Foi Coronel-Médico da força Aérea e até ao 25 de Novembro 1975 teve grande dinamismo revolucionário, em coerência com os seus valores ideológicos de esquerda. Foi uma figura afável, grande humanista, como ilustra o episódio de auxílio ao seu colega médico, Prof. Pedro Polónio, que face ao seu "saneamento"político, o recebeu em audiência e lhe atribuiu funções dignas , de acordo com o seu estatuto universitário de professor de psiquiatria. Sofreu prisão e saneamento, após o golpe militar de 25 Novembro, sem contudo manifestar grande azedume. A sua vida foi pautada por grandes ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, tendo abraçado a causa maçónica e sido iniciado no Grande Oriente Lusitano, na respeitável Loja 25 de Abril.
Dedicado à escrita e artes plásticas, integrou os Corpos Sociais da SOPEAM, onde exerceu o cargo último de Presidente da Assembleia Geral, até ao início da doença cerebrovascular que acabou por o vitimar.
Espírito de fino trato, culto, grande sentido de humor e sensibilidade pessoal, animou vários Encontros da SOPEAM, nomeadamente com leituras de contos seus, de fino e crítico recorte social e humano. Nas horas vagas, fez uma incursão pela pintura e participou em várias exposições colectivas. Assim, aliviava e combatia os períodos de solidão, pois era-lhe difícil lidar com o isolamento individual, num contexto de separações e perdas afectivas, e procurava sempre o convívio, a partilha, o espaço lúdico e cultural.
Até sempre amigo Carlos.
Júlio Pêgo
Dedicado à escrita e artes plásticas, integrou os Corpos Sociais da SOPEAM, onde exerceu o cargo último de Presidente da Assembleia Geral, até ao início da doença cerebrovascular que acabou por o vitimar.
Espírito de fino trato, culto, grande sentido de humor e sensibilidade pessoal, animou vários Encontros da SOPEAM, nomeadamente com leituras de contos seus, de fino e crítico recorte social e humano. Nas horas vagas, fez uma incursão pela pintura e participou em várias exposições colectivas. Assim, aliviava e combatia os períodos de solidão, pois era-lhe difícil lidar com o isolamento individual, num contexto de separações e perdas afectivas, e procurava sempre o convívio, a partilha, o espaço lúdico e cultural.
Até sempre amigo Carlos.
Júlio Pêgo
