segunda-feira, janeiro 28, 2008
quarta-feira, janeiro 23, 2008
A SOPEAM NO REINO MARAVILHOSO
A SOPEAM NO ”REINO MARAVILHOSO”

Óptima opção, a nossa subida ao Alto Douro.
Todos conhecíamos, mais profunda ou superficialmente, Miguel Torga. Mas conhecê-lo no seu meio dá-nos outra perspectiva e outro prazer. É saborear a fruta junto da árvore que a produziu. O “Reino Maravilhoso”, que o poeta cantou e o escritor nos deixou como legado, no idioma que nunca abastardou e todos nós soletrámos nos bancos escolares; um oásis, no qual só podemos entrar de alma liberta e receptiva, como quem entra num santuário, que não pretende profanar.
Por mais que se leia ou dele se oiça falar, ninguém conhecerá intimamente Miguel Torga sem visitar o seu “Reino Maravilhoso”, os seus santuários e os “anjos” que nele habitam.
Neste lugar de me-ditação por excelência, somos levados a con-cluir que, só quando cada português cuidar do seu pequeno canteiro com a sensibilidade e o amor com que Miguel Torga cuidou do seu torrão natal, é que Portugal será o tal jardim à beira-mar plantado!
Nº 36 – Dezembro de 2007
Por todo o lado onde nos levou a nossa “guia de excelência”, a Sra. Professora Doutora Assunção Morais Monteiro, e graças a ela, imaginámos, se é que não vimos, mesmo, Miguel Torga, de arma aperrada, entre os matos, perscrutando o cantar das perdizes; o divisámos entre os socalcos do pachorrento Douro, enaltecendo em poema S. Leonardo de Galafura, grandioso navio, flutuando a meia distância entre a terra e as nuvens; o enxergámos, sentado na milenar anta, repartindo com o padre Avelino a merenda frugal dos caçadores; o entrevimos planeando, com os responsáveis da arte, o restauro dos ricos dourados da igreja da Senhora da Azinheira…
Na nossa inesquecível visita ao santuário de Panóias, santuário dedicado a Serápis, o deus dos infernos, e esculpido nas rochas a céu aberto, pressentimos Torga interrogando um guia, ocasional ou de profissão, sobre as covas tumulares onde os iniciados afectavam a postura da morte, antes dos sacrifícios à divindade, as pias rectangulares onde se queimavam as vísceras das vítimas do sacrifício ou as cavidades rotundas onde se acumulava o sangue purificador dos debutantes.
Que enriquecedora a romagem que muitos fizemos! E que pena que muitos mais a não tenham feito!
Luís Lourenço
NOTÍCIAS PELA SECRETÁRIA GERAL DRA. MARIA DAS DORES BORGES DE SOUSA
XXI JORNADAS DE MEDICINA NA BEIRA INTERIOR
Realizaram-se no auditório da Biblioteca Municipal de Castelo Branco, nos dias 9 e 10 de Novembro, as XXI Jornadas de Medicina na Beira Interior da Pré-História ao século XXI, tendo como tema “A criança em Amato Lusitano”.
Integrou a comissão de Honra o nosso Presidente Dr. Luis Lourenço. Na sessão inaugural, e após as palavras de abertura assistimos a um texto dramatizado pelo Professor Doutor Armando Moreno “Amatus na Lusitânia”.
Seguiu-se a conferência inaugural proferida pelo Dr. João Maria Nabais. Após o que se seguiu a inauguração da exposição colectiva de Pintura de Artistas Médicos, organizada pelo Auto Clube Médico Português.
No 2º dia de trabalhos assistimos, entre outras, a comunicações cheias de interesse pelos nossos colegas e consócios Dr. João Maria Nabais, Dra. Maria José Leal, Dra. Mª do Sameiro e Professor Doutor Morais David, para além das intervenções, na qualidade de anfitrião e de um dos organizadores, do Dr. Lourenço Marques.
JORNADA DE OUTONO DA SOPEAM
Realizou-se de 26 a 28 de Outubro a jornada de Outono, subordinada ao tema: Miguel Torga, no Centenário do seu nascimento. Foram três dias muito agradáveis, com uma organização muito boa e pormenorizada do Dr. Carlos Soares de Sousa.
Agradecemos à Junta da Freguesia de S. Martinho de Anta que nos acolheu com grande amabilidade. Também a Câmara Municipal de Sabrosa se desdobrou em desvelos para que a jornada fosse um enorme êxito e pudéssemos atingir os locais mais recônditos do “Reino Maravilhoso”.
Na escola que Miguel Torga frequentou, a Sra. Dr.ª Assunção Anes Moraes deu-nos uma panorâmica dos usos e costumes das gentes locais.
Os nossos agradecimentos vão igualmente para o Reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro que, solícito, prescindiu de uma das suas docentes, a Sra. Professora Doutora Assunção Morais Monteiro, que nos acompanhou sempre durante o sábado, 23 de Outubro. Foi descerrada uma lápide da SOPEAM no largo de S. Martinho de Anta, junto ao Busto de Miguel Torga, a que se seguiu uma viagem acompanhada pelo mundo maravilhoso deste médico-escritor.
À noite realizou-se uma tertúlia com trabalhos de grande interesse que iremos coligir a fim de serem publicados.
CONCURSOS PARA OS PRÉMIOS SOPEAM 2007
Estão abertos concursos para os prémios Sopeam 2007, cujo regulamento inserimos, junto.
PRÓXIMAS ELEIÇÕES
Termina, no próximo mês de Maio, o mandato dos actuais corpos gerentes da SOPEAM. Urge, portanto, proceder a novas eleições. Pedimos, por isso, aos colegas que queiram concorrer que comecem a elaborar as listas das suas candidaturas.
ESCRITURA DOS NOVOS ESTATUTOS
Realizou-se no dia 22 de Outubro a Escritura Notarial dos novos Estatutos da SOPEAM, sobre a qual falaremos mais pormenorizadamente no próximo boletim.
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DR. JÚLIO PEGO
Realizou-se, em Tomar, no Convento de Cristo, em 28 de Setembro, a inauguração duma belíssima exposição de pintura e escultura com o tema “Aquém e Além do Símbolo”.
DR CABRAL ARAÚJO
Em 18 de Outubro foi apresentado, na Biblioteca histórica da Ordem dos Médicos, o livro do Dr. Cabral Araújo “Ruínas que falam”, a que se seguiu uma agradável sessão de mentalismo.
DR. ANTÓNIO SAMPAIO
Em 30 de Outubro, este nosso colega psiquiatra apresentou, na FNAC, (Colombo), o seu livro “Para Além do Mal”.
EXPOSIÇÃO DE PINTORES MÉDICOS
Está em exposição, desde o dia 19 de Novembro, na Galeria de Arte da Secção Regional do Sul da Ordem dos Médicos, uma exposição de pintura, cujo produto de venda reverterá a favor da Associação de Apoio a Profissionais do hospital de Santa Maria.
DRA. LEONOR DUARTE DE ALMEIDA
Foi apresentado no dia 22 de Novembro na sede da Ordem dos Médicos o seu livro “Gaivotas em fim de Verão”.
DR. LUIS LOURENÇO
Apresentará o seu livro “ Regueira De Pontes – A Sua História e as Suas Gentes”, no dia 9 de Dezembro no Salão Paroquial de Regueira de Pontes.
DRA LEONOR DUARTE E DR. JULIO PEGO
No dia 11 de Dezembro inauguram uma exposição de Pintura na sede do Auto Clube Médico Português.
DR. PINTO SERRA
Vai apresentar em Coimbra, no dia 15 de Dezembro, o seu livro de contos, “O Outro Mundo em Nós”, completando assim a triologia dos seus contos.
O NOSSO SÍTIO E O NOSSO CORREIO ELECTRÓNICO
Como já dissemos, podem os colegas que queiram anunciar os seus eventos, enviar-nos o respectivo texto através do nosso endereço « sopeam@sopeam.pt »
Também os colegas que queiram saber notícias das nossas actividades poderão ter acesso às mesmas através do nosso sítio «www.sopeam.pt» e, a partir deste através da ligação respectiva.
Pedimos aos sócios que queiram receber este boletim através do endereço electrónico pessoal, que nos enviem o endereço do seu correio electrónico.
ANIVERSÁRIOS
Fizeram ou farão anos, entretanto:
02-10-Dr. Carlos Alberto M. Teixeira
10-10 Prof. Doutor João David de Morais
07-10 Dr. Paulo Simões
26-10 Dr. Manuel Eduardo Martins
29-10 Prof. Doutor A. Manuel. Cardoso
30-10 Dra. Mª de Lurdes da S. Furtado
31-10 Dr. Carlos Faria Crisóstomo
04-11 Dra. Olga Fiadeiro Allegro da Silva
04-11 Dra. Olívia Loura Robusto
11-11 Dr. Fernando Jorge Chiotti Tavares
16-11 Dr. Fernando da Conceição Ferreira
16- 11 Dr. António Belini Jara
17 -11 Dra.Maria do Céu Ferreira
18-11 Dr. Rui Silveira de Mendonça
26-11 Dra. Graciete Alexandre Lança
29-11 Dra. Mª Leonor Duarte Almeida
29-11 Dra. Ana Bela Grosso S. Couceiro
30-11 Dr. Leopoldo Louro Cruz
05-12 Prof. Doutor Carlos Fontes Ribeiro
08-12 Dr. Pedro Manuel Marques Afonso
09-12 Dra. M. Luísa Pinto Quintela
09-12-Dr. Fernando Dourado Gonçalves
14-12 Dra. Maria Cristina G. dos Santos
19-12 Prof. Doutor Armando Moreno
22-12 Dra. M. Mariana Bettencourt Viana
26-12 Prof. Doutor Francisco F. Ferreira
28-12 Dr. António Pantoja Rojão.
RELEMBRANDO ALGUNS MEMBROS DA SOPEAM
ARAÚJO CORREIA
O Dr. Camilo Araújo Correia, deixou-nos a 29 de Outubro passado.
Convivemos com ele na Régua, vão alguns anos.
Foi para nós muito gratificante conhecer o médico e o escritor de mérito, mas também o homem com simplicidade de criança.
Com ele mirámos vinhedos e socalcos, visitámos museus, a casa e a sepultura do seu pai e fomos recebidos na Câmara Municipal da Régua, onde colhemos a fotografia junta.
Araújo Correia deixou-nos uma obra que nos revela um escritor de grande valia, um humorista e um estudante coimbrão que, tal como nós, sofreu as cólicas dos exames e a folia em que desbaratávamos os restantes dias do ano.
Entre outros trabalhos, dispersos em jornais e revistas, Araújo Correia deixou-nos em formato de livro, Histórias na Palma da Mão, Coimbra Minha, Livro de Andanças, Médicos, Doentes e Outras Gentes, Coimbra Outra Vez, Histórias do Fim do Ano e a peça em um acto, A Prisão de Cristal.
BANDEIRA DUARTE
Carlos Jorge Miranda Bandeira Duarte nasceu na Vila da Quibala (Quanza Sul) Angola. Fez a Instrução Primária e o ensino secundário em Luanda, e estudou Medicina e Pediatria em Coimbra, onde o conhecemos.
Fez carreira no Hospital de Santa Maria e no Centro Hospitalar das Caldas da Rainha, onde fundou e foi Director do Serviço de Pediatria.
Enquanto estudante foi desenhador de publicidade e, durante vários períodos do serviço militar, ilustrou publicações de carácter técnico – castrense, na Escola Prática de Infantaria, Mafra.
Correspondente e colaborador literário do então “Jornal de Angola”, deixou dispersos ensaios e poemas da sua autoria.
Participou em inúmeras exposições colectivas e particulares e ter-nos-ia deixado, se essa tivesse sido uma das suas opções artísticas, uma belíssima obra poética.
Bandeira Duarte soube brincar com a vida, com as palavras e com as pessoas, possuindo um humor que nem às portas da morte o abandonou, mesmo quando, após uma das intervenções a que foi sujeito, passou para o outro lado da existência e de novo regressou, ao convívio dos amigos, como se tal fosse mais uma das suas brincadeiras. Fazia parte dos actuais corpos derectivos.
ROLANDO MOISÃO:
Aquela tarde soalheira de 1 de Novembro de 2006, em nada parecia diferir das que a antecederam.
Processávamos a nossa tarefa diária sem atropelos nem desfalecimentos quando o telemóvel nos quebrou a rotina.
Era a Manuela Oliveira, que me disse sem rodeios:
– O nosso amigo morreu.
Só há pouco tempo Moisão começara a responder de forma reticente às nossas perguntas quanto à sua saúde e uma recente intervenção cirúrgica ao coração do Professor parecera bem sucedida.
Por isso a notícia apanhou-nos de chofre.
Fiquei-me a recordar os momentos que passámos juntos e as provas de amizade com que me distinguira ao longo de mais de uma dúzia de anos.
Homem de grande vivacidade e de alegria transbordante, facilmente nos contagiava com o seu chiste e com a sua juventude. Por isso nos foi difícil imaginar aquele corpo sempre bem erecto, na posição decúbita do catre da morte.
Roubava-nos, assim, a Parca, uma valiosa fatia do património cultural do país e alguém que nos ajudara a mitigar tristezas.
Nos últimos anos, Moisão passava grande parte dos seus dias na Biblioteca da Ordem, de cuja guarda se tornou fiel e à qual ficou ligado o seu nome.
BARAHONA FERNANDES
Em 6 de Maio de 2006, prestou a SOPEAM uma homenagem aos seus fundadores. Foi Barahona Fernandes o seu primeiro Presidente.
Ao comemorar-se este ano o centenário do seu nascimento multiplicaram-se Lisboa e o País em homenagens a esse homem invulgar que, para além de um escritor de enorme craveira, e de um dos médicos de maior relevo no panorama nacional, era senhor de uma dignidade inexcedível.
A propósito do seu carácter, escreveu o Dr. Fernando Matos Rodrigues, numa palestra pronunciada na aludida homenagem, e que preservámos num pequeno opúsculo: “Numa hora perigosa e eram-no na altura todas para quem tivesse a mínima veleidade heterodoxa, com perfeita naturalidade, traçou em público o elogio de Fernando Fonseca que havia sido ignóbil e estupidamente demitido, com o Pulido Valente e mais Professores notáveis.”
TEIXEIRA DE SOUSA
Outro escritor notável entre os maiores escritores portugueses das últimas décadas foi, fora de dúvida, o Dr. Henrique Teixeira de Sousa, que nasceu a 9 de Setembro de 1919 em Cabo Verde e faleceu, tragicamente a 2 de Março de 2006, atropelado numa passadeira, em Oeiras, onde exercia Clínica.
Deixou uma extensa obra bibliográfica tendo dois dos seus romances sido revertidos para o cinema. Oito foram as obras que nos legou: Contra Mar e Vento, Ilhéu de Contenda, Capitão de Mar e Terra, Xanguate, Djunga, Na Ribeira de Deus, Entre Duas Bandeiras e, pouco tempo antes do seu falecimento, Oh Mar das Túrbidas Vagas.
Podemos dizer que toda a sua obra se centra no mar, que quase lhe serviu de berço, e na gente humilde que o viveu nascer e com quem conviveu durante muitos anos.
No Jornal cabo-verdiano “ A Semana “ escrevemos, quando da sua morte: “Vivendo em Portugal, há décadas, mas com a sua alma e as suas raízes bem cravadas na Ilha do Fogo, onde nasceu e foi Delegado de Saúde; em São Vicente, onde foi Presidente da Câmara e exerceu clínica e, dum modo geral, em todo Cabo Verde a sua Primeira Pátria, Teixeira de Sousa foi o escritor Português que melhor soube cantar o mar e os que nele labutam. O mar que limita o esvoaçar dos seus conterrâneos e sobre o qual o seu corpo balançou, muitos vezes, ao sabor das vagas. Em criança, vendo nas águas revoltas as ameaças dum papão; e na adolescência e na maior parte da sua vida, retirando destas, como os pescadores retiram o sustento, os maiores eflúvios duma decantada inspiração.”
Luís Lourenço
REGULAMENTO DOS PRÉMIOS LITERÁRIOS 2007
– PRÉMIO FIALHO DE ALMEIDA – FICÇÃO
– PRÉMIO ABEL SALAZAR – ENSAIO
– PRÉMIO REVELAÇÃO – FICÇÃO E ENSAIO
Art.1º - Os prémios SOPEAM destinam-se a distinguir obras inéditas ou publicadas depois do último concurso da modalidade, de escritores médicos ou estudantes de medicina, de nacionalidade portuguesa, sócios desta Sociedade.
Art.2º - Estes Prémios são bienais, alternando com os de Poesia e Teatro.
Art.3º - Os Prémios consistem nos Troféus SERPIS e Diplomas.
Artº.4º – Os Prémios serão atribuídos por um júri escolhido pela direcção da SOPEAM e será constituído por três pessoas de reconhecida competência, duas das quais da área da crítica ou da escrita literárias e uma terceira escolhida entre os componentes da Direcção da Sopeam que presidirá, mas que terá, apenas, voto de desempate.
Artº. 5º – Os prémios podem não ser atribuídos se o júri entender que nenhuma das obras apresentadas a concurso possui valor literário suficiente para ser distinguida.
Art.6º – Não é permitida atribuição de prémios ex-aequo, podendo ser atribuídas duas Menções Honrosas.
Art.º 7º – Nenhum autor poderá voltar a ser premiado nos três anos fiscais seguintes na mesma modalidade.
Art.8º – Os concorrentes entregarão quatro exemplares da obra em concurso até ao dia 31 de Janeiro de 2008, na sede da Ordem dos Médicos, na Avenida Gago Coutinho, 151, em Lisboa, e ao cuidado da SOPEAM, com indicação do prémio a que concorrem.
Artº. 9º – Das decisões do Júri não cabe qualquer reclamação.
Art. 10º – Os casos omissos serão resolvidos pela Direcção da SOPEAM.
Art.11º – A entrega dos Prémios será feita em sessão solene na Ordem dos Médicos, em data a anunciar.
REGULAMENTO DOS PRÉMIOS ARTÍSTICOS – 2007
PRÉMIO MÁRIO BOTAS – PINTURA
PRÉMIO REVELAÇÃO
Art.1º – O prémio Mário Botas destina-se a distinguir obras de Pintura inéditas e com data que não seja anterior ao ano do concurso e da autoria de médicos ou estudantes de medicina, de nacionalidade portuguesa e sócios da SOPEAM.
Art.2º – O Prémio é atribuído de dois em dois anos, alternando com o Prémio Celestino Gomes, de Escultura.
Art.3º – O Prémio consiste no Troféu SERPIS e em diploma.
Art.4º – O Prémio é atribuído por um Júri escolhido pela Direcção da SOPEAM e será constituído por críticos ou pintores de reconhecida competência e por um membro da Direcção da Sopeam que terá apenas voto de desempate.
Art.5º – Cada concorrente só pode apresentar um trabalho a concurso.
Art.6º – Da decisão do júri não cabe recurso.
Art.7º – O Prémio poderá não ser atribuído se o Júri entender que nenhuma das obras apresentadas a concurso merece tal distinção.
Art.8º – Não é permitida a atribuição de Prémios ex-equo mas podem ser atribuídas duas Menções Honrosas.
Art.9º – Nenhum artista poderá a ser premiado nos três anos fiscais seguintes na mesma modalidade.
Art.10º – O Concurso está aberto até 31 de Janeiro de 2008 e a presentação da candidatura deverá ser feita na ordem dos Médicos, Avenida Gago Coutinho, 151, em Lisboa e ao cuidado da Sopeam, com apresentação de fotografias das obras a concurso. Posteriormente serão avisados da data em que deverão fazer entrega das obras a concurso, para apreciação do Júri e posterior exposição.
Art.11º – Os Prémios serão entregues em Cerimónia Solene, na Ordem dos Médicos, em data a marcar e conjuntamente com a entrega dos Prémios Literários.
Art.12 – Os casos omissos serão resolvidos pela Direcção da SOPEAM.
CUMPRINDO O ESTIPULADO EM ACTA
Em Junho do ano passado, o Sr. Dr. Filipe Xavier Acciaioli Homem de Gouveia ofereceu um almoço, na sua residência de Almoçageme, encontrando-se entre os convidados um grupo de elementos da SOPEAM, tendo sido primorosa a recepção.
Após o almoço, teve lugar um espectáculo de ilusionismo de grande nível, levado a cabo pelo Senhor Dr. Cabral Araújo, colega e sócio que todos nós admiramos e que, no lançamento dos seu último livro, teve casa cheia, não faltando a maioria se não a totalidade dos colegas de Almoçageme.
A circunstância de alguns colegas terem partido antes de terminado o aludido espectáculo e a ocorrência, nessa tarde, de um jogo de futebol levaram o Sr. Dr. Acciaioli a relacionar os dois acontecimentos e a apresentar um protesto na última Assembleia-Geral, pelo desrespeito que, em seu entender, tal significaria para com o colega Sr. Dr. Cabral Araújo.
Embora a nossa leitura seja diferente da do nosso anfitrião, aqui damos cumprimento ao exarado na acta aludida.

Óptima opção, a nossa subida ao Alto Douro.
Todos conhecíamos, mais profunda ou superficialmente, Miguel Torga. Mas conhecê-lo no seu meio dá-nos outra perspectiva e outro prazer. É saborear a fruta junto da árvore que a produziu. O “Reino Maravilhoso”, que o poeta cantou e o escritor nos deixou como legado, no idioma que nunca abastardou e todos nós soletrámos nos bancos escolares; um oásis, no qual só podemos entrar de alma liberta e receptiva, como quem entra num santuário, que não pretende profanar.
Por mais que se leia ou dele se oiça falar, ninguém conhecerá intimamente Miguel Torga sem visitar o seu “Reino Maravilhoso”, os seus santuários e os “anjos” que nele habitam.
Neste lugar de me-ditação por excelência, somos levados a con-cluir que, só quando cada português cuidar do seu pequeno canteiro com a sensibilidade e o amor com que Miguel Torga cuidou do seu torrão natal, é que Portugal será o tal jardim à beira-mar plantado!

Nº 36 – Dezembro de 2007
Por todo o lado onde nos levou a nossa “guia de excelência”, a Sra. Professora Doutora Assunção Morais Monteiro, e graças a ela, imaginámos, se é que não vimos, mesmo, Miguel Torga, de arma aperrada, entre os matos, perscrutando o cantar das perdizes; o divisámos entre os socalcos do pachorrento Douro, enaltecendo em poema S. Leonardo de Galafura, grandioso navio, flutuando a meia distância entre a terra e as nuvens; o enxergámos, sentado na milenar anta, repartindo com o padre Avelino a merenda frugal dos caçadores; o entrevimos planeando, com os responsáveis da arte, o restauro dos ricos dourados da igreja da Senhora da Azinheira…

Na nossa inesquecível visita ao santuário de Panóias, santuário dedicado a Serápis, o deus dos infernos, e esculpido nas rochas a céu aberto, pressentimos Torga interrogando um guia, ocasional ou de profissão, sobre as covas tumulares onde os iniciados afectavam a postura da morte, antes dos sacrifícios à divindade, as pias rectangulares onde se queimavam as vísceras das vítimas do sacrifício ou as cavidades rotundas onde se acumulava o sangue purificador dos debutantes.
Que enriquecedora a romagem que muitos fizemos! E que pena que muitos mais a não tenham feito!
Luís Lourenço
NOTÍCIAS PELA SECRETÁRIA GERAL DRA. MARIA DAS DORES BORGES DE SOUSA
XXI JORNADAS DE MEDICINA NA BEIRA INTERIOR
Realizaram-se no auditório da Biblioteca Municipal de Castelo Branco, nos dias 9 e 10 de Novembro, as XXI Jornadas de Medicina na Beira Interior da Pré-História ao século XXI, tendo como tema “A criança em Amato Lusitano”.
Integrou a comissão de Honra o nosso Presidente Dr. Luis Lourenço. Na sessão inaugural, e após as palavras de abertura assistimos a um texto dramatizado pelo Professor Doutor Armando Moreno “Amatus na Lusitânia”.
Seguiu-se a conferência inaugural proferida pelo Dr. João Maria Nabais. Após o que se seguiu a inauguração da exposição colectiva de Pintura de Artistas Médicos, organizada pelo Auto Clube Médico Português.
No 2º dia de trabalhos assistimos, entre outras, a comunicações cheias de interesse pelos nossos colegas e consócios Dr. João Maria Nabais, Dra. Maria José Leal, Dra. Mª do Sameiro e Professor Doutor Morais David, para além das intervenções, na qualidade de anfitrião e de um dos organizadores, do Dr. Lourenço Marques.
JORNADA DE OUTONO DA SOPEAM
Realizou-se de 26 a 28 de Outubro a jornada de Outono, subordinada ao tema: Miguel Torga, no Centenário do seu nascimento. Foram três dias muito agradáveis, com uma organização muito boa e pormenorizada do Dr. Carlos Soares de Sousa.
Agradecemos à Junta da Freguesia de S. Martinho de Anta que nos acolheu com grande amabilidade. Também a Câmara Municipal de Sabrosa se desdobrou em desvelos para que a jornada fosse um enorme êxito e pudéssemos atingir os locais mais recônditos do “Reino Maravilhoso”.
Na escola que Miguel Torga frequentou, a Sra. Dr.ª Assunção Anes Moraes deu-nos uma panorâmica dos usos e costumes das gentes locais.
Os nossos agradecimentos vão igualmente para o Reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro que, solícito, prescindiu de uma das suas docentes, a Sra. Professora Doutora Assunção Morais Monteiro, que nos acompanhou sempre durante o sábado, 23 de Outubro. Foi descerrada uma lápide da SOPEAM no largo de S. Martinho de Anta, junto ao Busto de Miguel Torga, a que se seguiu uma viagem acompanhada pelo mundo maravilhoso deste médico-escritor.
À noite realizou-se uma tertúlia com trabalhos de grande interesse que iremos coligir a fim de serem publicados.
CONCURSOS PARA OS PRÉMIOS SOPEAM 2007
Estão abertos concursos para os prémios Sopeam 2007, cujo regulamento inserimos, junto.
PRÓXIMAS ELEIÇÕES
Termina, no próximo mês de Maio, o mandato dos actuais corpos gerentes da SOPEAM. Urge, portanto, proceder a novas eleições. Pedimos, por isso, aos colegas que queiram concorrer que comecem a elaborar as listas das suas candidaturas.
ESCRITURA DOS NOVOS ESTATUTOS
Realizou-se no dia 22 de Outubro a Escritura Notarial dos novos Estatutos da SOPEAM, sobre a qual falaremos mais pormenorizadamente no próximo boletim.
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DR. JÚLIO PEGO
Realizou-se, em Tomar, no Convento de Cristo, em 28 de Setembro, a inauguração duma belíssima exposição de pintura e escultura com o tema “Aquém e Além do Símbolo”.
DR CABRAL ARAÚJO
Em 18 de Outubro foi apresentado, na Biblioteca histórica da Ordem dos Médicos, o livro do Dr. Cabral Araújo “Ruínas que falam”, a que se seguiu uma agradável sessão de mentalismo.
DR. ANTÓNIO SAMPAIO
Em 30 de Outubro, este nosso colega psiquiatra apresentou, na FNAC, (Colombo), o seu livro “Para Além do Mal”.
EXPOSIÇÃO DE PINTORES MÉDICOS
Está em exposição, desde o dia 19 de Novembro, na Galeria de Arte da Secção Regional do Sul da Ordem dos Médicos, uma exposição de pintura, cujo produto de venda reverterá a favor da Associação de Apoio a Profissionais do hospital de Santa Maria.
DRA. LEONOR DUARTE DE ALMEIDA
Foi apresentado no dia 22 de Novembro na sede da Ordem dos Médicos o seu livro “Gaivotas em fim de Verão”.
DR. LUIS LOURENÇO
Apresentará o seu livro “ Regueira De Pontes – A Sua História e as Suas Gentes”, no dia 9 de Dezembro no Salão Paroquial de Regueira de Pontes.
DRA LEONOR DUARTE E DR. JULIO PEGO
No dia 11 de Dezembro inauguram uma exposição de Pintura na sede do Auto Clube Médico Português.
DR. PINTO SERRA
Vai apresentar em Coimbra, no dia 15 de Dezembro, o seu livro de contos, “O Outro Mundo em Nós”, completando assim a triologia dos seus contos.
O NOSSO SÍTIO E O NOSSO CORREIO ELECTRÓNICO
Como já dissemos, podem os colegas que queiram anunciar os seus eventos, enviar-nos o respectivo texto através do nosso endereço « sopeam@sopeam.pt »
Também os colegas que queiram saber notícias das nossas actividades poderão ter acesso às mesmas através do nosso sítio «www.sopeam.pt» e, a partir deste através da ligação respectiva.
Pedimos aos sócios que queiram receber este boletim através do endereço electrónico pessoal, que nos enviem o endereço do seu correio electrónico.
ANIVERSÁRIOS
Fizeram ou farão anos, entretanto:
02-10-Dr. Carlos Alberto M. Teixeira
10-10 Prof. Doutor João David de Morais
07-10 Dr. Paulo Simões
26-10 Dr. Manuel Eduardo Martins
29-10 Prof. Doutor A. Manuel. Cardoso
30-10 Dra. Mª de Lurdes da S. Furtado
31-10 Dr. Carlos Faria Crisóstomo
04-11 Dra. Olga Fiadeiro Allegro da Silva
04-11 Dra. Olívia Loura Robusto
11-11 Dr. Fernando Jorge Chiotti Tavares
16-11 Dr. Fernando da Conceição Ferreira
16- 11 Dr. António Belini Jara
17 -11 Dra.Maria do Céu Ferreira
18-11 Dr. Rui Silveira de Mendonça
26-11 Dra. Graciete Alexandre Lança
29-11 Dra. Mª Leonor Duarte Almeida
29-11 Dra. Ana Bela Grosso S. Couceiro
30-11 Dr. Leopoldo Louro Cruz
05-12 Prof. Doutor Carlos Fontes Ribeiro
08-12 Dr. Pedro Manuel Marques Afonso
09-12 Dra. M. Luísa Pinto Quintela
09-12-Dr. Fernando Dourado Gonçalves
14-12 Dra. Maria Cristina G. dos Santos
19-12 Prof. Doutor Armando Moreno
22-12 Dra. M. Mariana Bettencourt Viana
26-12 Prof. Doutor Francisco F. Ferreira
28-12 Dr. António Pantoja Rojão.
RELEMBRANDO ALGUNS MEMBROS DA SOPEAM
ARAÚJO CORREIA
O Dr. Camilo Araújo Correia, deixou-nos a 29 de Outubro passado.
Convivemos com ele na Régua, vão alguns anos.
Foi para nós muito gratificante conhecer o médico e o escritor de mérito, mas também o homem com simplicidade de criança.
Com ele mirámos vinhedos e socalcos, visitámos museus, a casa e a sepultura do seu pai e fomos recebidos na Câmara Municipal da Régua, onde colhemos a fotografia junta.
Araújo Correia deixou-nos uma obra que nos revela um escritor de grande valia, um humorista e um estudante coimbrão que, tal como nós, sofreu as cólicas dos exames e a folia em que desbaratávamos os restantes dias do ano.
Entre outros trabalhos, dispersos em jornais e revistas, Araújo Correia deixou-nos em formato de livro, Histórias na Palma da Mão, Coimbra Minha, Livro de Andanças, Médicos, Doentes e Outras Gentes, Coimbra Outra Vez, Histórias do Fim do Ano e a peça em um acto, A Prisão de Cristal.
BANDEIRA DUARTE
Carlos Jorge Miranda Bandeira Duarte nasceu na Vila da Quibala (Quanza Sul) Angola. Fez a Instrução Primária e o ensino secundário em Luanda, e estudou Medicina e Pediatria em Coimbra, onde o conhecemos.
Fez carreira no Hospital de Santa Maria e no Centro Hospitalar das Caldas da Rainha, onde fundou e foi Director do Serviço de Pediatria.
Enquanto estudante foi desenhador de publicidade e, durante vários períodos do serviço militar, ilustrou publicações de carácter técnico – castrense, na Escola Prática de Infantaria, Mafra.
Correspondente e colaborador literário do então “Jornal de Angola”, deixou dispersos ensaios e poemas da sua autoria.
Participou em inúmeras exposições colectivas e particulares e ter-nos-ia deixado, se essa tivesse sido uma das suas opções artísticas, uma belíssima obra poética.
Bandeira Duarte soube brincar com a vida, com as palavras e com as pessoas, possuindo um humor que nem às portas da morte o abandonou, mesmo quando, após uma das intervenções a que foi sujeito, passou para o outro lado da existência e de novo regressou, ao convívio dos amigos, como se tal fosse mais uma das suas brincadeiras. Fazia parte dos actuais corpos derectivos.
ROLANDO MOISÃO:
Aquela tarde soalheira de 1 de Novembro de 2006, em nada parecia diferir das que a antecederam.
Processávamos a nossa tarefa diária sem atropelos nem desfalecimentos quando o telemóvel nos quebrou a rotina.
Era a Manuela Oliveira, que me disse sem rodeios:
– O nosso amigo morreu.
Só há pouco tempo Moisão começara a responder de forma reticente às nossas perguntas quanto à sua saúde e uma recente intervenção cirúrgica ao coração do Professor parecera bem sucedida.
Por isso a notícia apanhou-nos de chofre.
Fiquei-me a recordar os momentos que passámos juntos e as provas de amizade com que me distinguira ao longo de mais de uma dúzia de anos.
Homem de grande vivacidade e de alegria transbordante, facilmente nos contagiava com o seu chiste e com a sua juventude. Por isso nos foi difícil imaginar aquele corpo sempre bem erecto, na posição decúbita do catre da morte.
Roubava-nos, assim, a Parca, uma valiosa fatia do património cultural do país e alguém que nos ajudara a mitigar tristezas.
Nos últimos anos, Moisão passava grande parte dos seus dias na Biblioteca da Ordem, de cuja guarda se tornou fiel e à qual ficou ligado o seu nome.
BARAHONA FERNANDES
Em 6 de Maio de 2006, prestou a SOPEAM uma homenagem aos seus fundadores. Foi Barahona Fernandes o seu primeiro Presidente.
Ao comemorar-se este ano o centenário do seu nascimento multiplicaram-se Lisboa e o País em homenagens a esse homem invulgar que, para além de um escritor de enorme craveira, e de um dos médicos de maior relevo no panorama nacional, era senhor de uma dignidade inexcedível.
A propósito do seu carácter, escreveu o Dr. Fernando Matos Rodrigues, numa palestra pronunciada na aludida homenagem, e que preservámos num pequeno opúsculo: “Numa hora perigosa e eram-no na altura todas para quem tivesse a mínima veleidade heterodoxa, com perfeita naturalidade, traçou em público o elogio de Fernando Fonseca que havia sido ignóbil e estupidamente demitido, com o Pulido Valente e mais Professores notáveis.”
TEIXEIRA DE SOUSA
Outro escritor notável entre os maiores escritores portugueses das últimas décadas foi, fora de dúvida, o Dr. Henrique Teixeira de Sousa, que nasceu a 9 de Setembro de 1919 em Cabo Verde e faleceu, tragicamente a 2 de Março de 2006, atropelado numa passadeira, em Oeiras, onde exercia Clínica.
Deixou uma extensa obra bibliográfica tendo dois dos seus romances sido revertidos para o cinema. Oito foram as obras que nos legou: Contra Mar e Vento, Ilhéu de Contenda, Capitão de Mar e Terra, Xanguate, Djunga, Na Ribeira de Deus, Entre Duas Bandeiras e, pouco tempo antes do seu falecimento, Oh Mar das Túrbidas Vagas.
Podemos dizer que toda a sua obra se centra no mar, que quase lhe serviu de berço, e na gente humilde que o viveu nascer e com quem conviveu durante muitos anos.
No Jornal cabo-verdiano “ A Semana “ escrevemos, quando da sua morte: “Vivendo em Portugal, há décadas, mas com a sua alma e as suas raízes bem cravadas na Ilha do Fogo, onde nasceu e foi Delegado de Saúde; em São Vicente, onde foi Presidente da Câmara e exerceu clínica e, dum modo geral, em todo Cabo Verde a sua Primeira Pátria, Teixeira de Sousa foi o escritor Português que melhor soube cantar o mar e os que nele labutam. O mar que limita o esvoaçar dos seus conterrâneos e sobre o qual o seu corpo balançou, muitos vezes, ao sabor das vagas. Em criança, vendo nas águas revoltas as ameaças dum papão; e na adolescência e na maior parte da sua vida, retirando destas, como os pescadores retiram o sustento, os maiores eflúvios duma decantada inspiração.”
Luís Lourenço
REGULAMENTO DOS PRÉMIOS LITERÁRIOS 2007
– PRÉMIO FIALHO DE ALMEIDA – FICÇÃO
– PRÉMIO ABEL SALAZAR – ENSAIO
– PRÉMIO REVELAÇÃO – FICÇÃO E ENSAIO
Art.1º - Os prémios SOPEAM destinam-se a distinguir obras inéditas ou publicadas depois do último concurso da modalidade, de escritores médicos ou estudantes de medicina, de nacionalidade portuguesa, sócios desta Sociedade.
Art.2º - Estes Prémios são bienais, alternando com os de Poesia e Teatro.
Art.3º - Os Prémios consistem nos Troféus SERPIS e Diplomas.
Artº.4º – Os Prémios serão atribuídos por um júri escolhido pela direcção da SOPEAM e será constituído por três pessoas de reconhecida competência, duas das quais da área da crítica ou da escrita literárias e uma terceira escolhida entre os componentes da Direcção da Sopeam que presidirá, mas que terá, apenas, voto de desempate.
Artº. 5º – Os prémios podem não ser atribuídos se o júri entender que nenhuma das obras apresentadas a concurso possui valor literário suficiente para ser distinguida.
Art.6º – Não é permitida atribuição de prémios ex-aequo, podendo ser atribuídas duas Menções Honrosas.
Art.º 7º – Nenhum autor poderá voltar a ser premiado nos três anos fiscais seguintes na mesma modalidade.
Art.8º – Os concorrentes entregarão quatro exemplares da obra em concurso até ao dia 31 de Janeiro de 2008, na sede da Ordem dos Médicos, na Avenida Gago Coutinho, 151, em Lisboa, e ao cuidado da SOPEAM, com indicação do prémio a que concorrem.
Artº. 9º – Das decisões do Júri não cabe qualquer reclamação.
Art. 10º – Os casos omissos serão resolvidos pela Direcção da SOPEAM.
Art.11º – A entrega dos Prémios será feita em sessão solene na Ordem dos Médicos, em data a anunciar.
REGULAMENTO DOS PRÉMIOS ARTÍSTICOS – 2007
PRÉMIO MÁRIO BOTAS – PINTURA
PRÉMIO REVELAÇÃO
Art.1º – O prémio Mário Botas destina-se a distinguir obras de Pintura inéditas e com data que não seja anterior ao ano do concurso e da autoria de médicos ou estudantes de medicina, de nacionalidade portuguesa e sócios da SOPEAM.
Art.2º – O Prémio é atribuído de dois em dois anos, alternando com o Prémio Celestino Gomes, de Escultura.
Art.3º – O Prémio consiste no Troféu SERPIS e em diploma.
Art.4º – O Prémio é atribuído por um Júri escolhido pela Direcção da SOPEAM e será constituído por críticos ou pintores de reconhecida competência e por um membro da Direcção da Sopeam que terá apenas voto de desempate.
Art.5º – Cada concorrente só pode apresentar um trabalho a concurso.
Art.6º – Da decisão do júri não cabe recurso.
Art.7º – O Prémio poderá não ser atribuído se o Júri entender que nenhuma das obras apresentadas a concurso merece tal distinção.
Art.8º – Não é permitida a atribuição de Prémios ex-equo mas podem ser atribuídas duas Menções Honrosas.
Art.9º – Nenhum artista poderá a ser premiado nos três anos fiscais seguintes na mesma modalidade.
Art.10º – O Concurso está aberto até 31 de Janeiro de 2008 e a presentação da candidatura deverá ser feita na ordem dos Médicos, Avenida Gago Coutinho, 151, em Lisboa e ao cuidado da Sopeam, com apresentação de fotografias das obras a concurso. Posteriormente serão avisados da data em que deverão fazer entrega das obras a concurso, para apreciação do Júri e posterior exposição.
Art.11º – Os Prémios serão entregues em Cerimónia Solene, na Ordem dos Médicos, em data a marcar e conjuntamente com a entrega dos Prémios Literários.
Art.12 – Os casos omissos serão resolvidos pela Direcção da SOPEAM.
CUMPRINDO O ESTIPULADO EM ACTA
Em Junho do ano passado, o Sr. Dr. Filipe Xavier Acciaioli Homem de Gouveia ofereceu um almoço, na sua residência de Almoçageme, encontrando-se entre os convidados um grupo de elementos da SOPEAM, tendo sido primorosa a recepção.
Após o almoço, teve lugar um espectáculo de ilusionismo de grande nível, levado a cabo pelo Senhor Dr. Cabral Araújo, colega e sócio que todos nós admiramos e que, no lançamento dos seu último livro, teve casa cheia, não faltando a maioria se não a totalidade dos colegas de Almoçageme.
A circunstância de alguns colegas terem partido antes de terminado o aludido espectáculo e a ocorrência, nessa tarde, de um jogo de futebol levaram o Sr. Dr. Acciaioli a relacionar os dois acontecimentos e a apresentar um protesto na última Assembleia-Geral, pelo desrespeito que, em seu entender, tal significaria para com o colega Sr. Dr. Cabral Araújo.
Embora a nossa leitura seja diferente da do nosso anfitrião, aqui damos cumprimento ao exarado na acta aludida.

